(Ir. Rosa Maria Ramalho, fsp)
(Ir. Rosa Maria Ramalho, fsp)
(Ir. Rosa Ramalho, fsp)
Antonio Ciseri, século XIX.
A oração é uma relação pessoal com Deus, por isso é única, pois ele tem um modo particular de se relacionar com cada pessoa. O Rosário, na sua simplicidade e profundidade, permanece sendo uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade.
De fisionomia mariana, é profundamente cristológica, pois leva-nos ao encontro pessoal com Cristo. Neste breve livro de oração, cada mistério é acompanhado de um texto bíblico, de uma frase de santo ou bem-aventurado e de uma reflexão para ajudar na vivência do mistério da vida de Jesus. Ao lado de cada mistério, há um linda e viva ilustração, para nos ajudar a visualizar o santo em questão.
Há frases de: Chiara Luce Badano, Santa Dulce dos Pobres, Carlo Acutis, Tiago Alberione, São Bento, São Oscar Romero, Santa Teresa de Jesus, São João Paulo II, Dom Bosco, São Pedro Julião Eymard, Santa Teresinha do Menino Jesus, Santa Paulina, Santa Faustina Kowalska, Santa Gemma Galgani, São João da Cruz, Santa Teresa Benedita da Cruz, São Francisco de Assis, Santa Teresa de Calcutá, São Maximiliano Maria Kolbe e São Paulo VI.
Sua primeira saudação, simples, e aquele primeiro pedido
de oração tornaram-se, para mim, sinais claros de um homem profundamente humano
e intimamente ligado a Deus.
As escolhas que fez — da casa ao crucifixo peitoral,
das vestes ao carro, até os sapatos — já anunciavam que algo novo e
surpreendente estava entre nós.
Sua forma de comunicar, leve, amorosa, corajosa e
provocadora, apontou-me um novo caminho para a minha própria maneira de
comunicar. Seus discursos, com palavras simples, acessíveis, repletos de
exemplos da vida — da sua vida — me ensinaram que a verdade pode ser dita com
doçura e força ao mesmo tempo.
O sorriso generoso, os gestos marcantes, os abraços
sinceros — muitas vezes surpreendentes — tocaram o coração de muitos, inclusive
o meu.
Ouvi-lo tornou-se, para mim, um hábito prazeroso.
Ler seus escritos, uma necessidade. Eles passaram a ser guia para minha missão
e para meu agir.
Francisco trouxe palavras para o nosso vocabulário: alegria, misericórdia, Igreja em saída, casa comum, sinodalidade, cultura do encontro, processo, todos
irmãos, esperança...
Francisco levou o nosso olhar e o nosso coração aos pobres. Nos mostrou com toques e gestos solidários que o amor não é questão de palavras. O amor é concreto!
Recordo, com emoção, o beijo na imagem de Nossa
Senhora em Aparecida em 2013 — um gesto que dizia, mais do que palavras, o seu
amor por Maria. E as flores oferecidas a ela em Santa Maria Maior — gesto tão
simples e significativo, como aquele de querer repousar seu corpo na casa da
Mãe.
E sua despedida, tão semelhante à sua chegada,
falou-nos da sua proximidade amorosa, a qualquer custo.
Em 21 de abril de 2025 a terra ficou mais vazia e o Paraíso mais próximo de nós!